PÁGINAS DE MEDIÇÃO

Por que o teste pede doze segundos de movimento do mouse

Não é um número escolhido a esmo. Isto é o que doze segundos dão e três não dão, e por que é preciso o seu movimento real, não um sintético.

A resposta curta

Doze segundos é tempo suficiente para um pico raro aparecer, e curto o bastante para as pessoas de fato terminarem o teste.

A resposta longa

O que interessa não é a média — são os eventos raros. Um driver que segura um núcleo por 5 ms uma vez a cada poucos segundos é exatamente o tipo de coisa que provoca um engasgo que você percebe e um benchmark que não percebe. Para enxergar algo que acontece a cada poucos segundos, a janela precisa ser várias vezes maior que esse intervalo.

Três segundos pegariam a média e perderiam o pico, o que daria um resultado limpo numa máquina com um problema real. Esse é o pior desfecho que uma medição pode ter.

Trinta segundos pegariam mais. Também seriam uma página que a maioria abandona no meio, e uma medição abandonada não mede nada.

Por que tem que ser o seu movimento

A taxa do mouse é lida do fluxo de entrada bruta (raw input): um relatório por movimento, do jeito que o dispositivo envia. Sem movimento não há relatórios, e sem relatórios não há o que medir.

Cronometrar os eventos de mouse comuns do Windows também não funcionaria. Eles são entregues pela fila de mensagens, que os agrupa até sobrar mais ou menos a taxa da própria interface — um mouse de 1000 Hz e um de 125 Hz ficam idênticos vistos por ali. Esse foi um defeito real que este recurso teve, e ler a entrada bruta é a correção.

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