A resposta curta
Doze segundos é tempo suficiente para um pico raro aparecer, e curto o bastante para as pessoas de fato terminarem o teste.
A resposta longa
O que interessa não é a média — são os eventos raros. Um driver que segura um núcleo por 5 ms uma vez a cada poucos segundos é exatamente o tipo de coisa que provoca um engasgo que você percebe e um benchmark que não percebe. Para enxergar algo que acontece a cada poucos segundos, a janela precisa ser várias vezes maior que esse intervalo.
Três segundos pegariam a média e perderiam o pico, o que daria um resultado limpo numa máquina com um problema real. Esse é o pior desfecho que uma medição pode ter.
Trinta segundos pegariam mais. Também seriam uma página que a maioria abandona no meio, e uma medição abandonada não mede nada.
Por que tem que ser o seu movimento
A taxa do mouse é lida do fluxo de entrada bruta (raw input): um relatório por movimento, do jeito que o dispositivo envia. Sem movimento não há relatórios, e sem relatórios não há o que medir.
Cronometrar os eventos de mouse comuns do Windows também não funcionaria. Eles são entregues pela fila de mensagens, que os agrupa até sobrar mais ou menos a taxa da própria interface — um mouse de 1000 Hz e um de 125 Hz ficam idênticos vistos por ali. Esse foi um defeito real que este recurso teve, e ler a entrada bruta é a correção.
Como fazer direito
- Mexa o mouse continuamente, do jeito que você mexeria num jogo — não um único arrasto lento pela mesa.
- Deixe a máquina como ela normalmente está. Fechar tudo antes mede uma máquina que você nunca usa de verdade.
- Rode de novo depois para comparar. A página guarda as suas últimas execuções e mostra a mudança; uma diferença menor que 5% é relatada como "sem mudança", porque isso está dentro do ruído.
Relacionados
Esta página ajudou?
O que faltou, ou o que não funcionou? Lemos cada uma dessas respostas.
Se esta página não resolveu, escreva para nós — diga qual artigo você leu, e nós vamos corrigi-lo.